sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um sonho, uma esperança e um desejo do coração [5]

No caminho para o Evento da Amizade nós encontramos novamente nosso Príncipe e seu querido amigo Sir Peter cavalgando.
Eles cavalgaram pela noite toda e pelo dia todo, com algumas breves paradas para comer e descansar os cavalos.
Agora mesmo os vemos com um sorriso no rosto e um olhar determinado, e ouvimos o cavalgar dos cavalos, cortando o vento e atravessando aquela grande estrada.
O visual é chocante... Árvores enormes permeiam os dois lados da estrada, podemos ver mais a frente campos de plantações, ao longe temos  montanhas nevadas, o sol esta se pondo atrás deles e se nós prestarmos muita atenção notaremos o som de um rio nas redondezas.
“Príncipe, vamos fazer mais uma parada, eu posso ouvir um rio por perto e um pouco de água, um bom banho e descanso para os cavalos seriam muito bem vindos.”
“Peter meu velho, que seja então, vamos montar acampamento aqui e descansamos, já atravessamos quase metade da metade do caminho e não há razão para tanta pressa afinal serão 4 dias de evento.”
Pararam os cavalos em uma clareira na floresta, bem próximo ao rio, eles podiam ver o rubro pôr do sol entre as gigantes sequóias, era um belo final de tarde de verão se me permitem dizer.
Ao montarem acampamento e amarrarem os cavalos, Sir Peter e o Príncipe coletaram madeira para a fogueira, caçaram três coelhos e pescaram alguns peixes.
Depois do banho e com a comida pronta, se sentaram para jantar e conversar um pouco.
“Peter diga-me como é essa sua namorada? E a prima dela?”
“Ora elas vem de um reino bem próspero, são bem ricas, Lady Dressana tem os olhos rasgados e amendoados e o cabelo comprido, é engraçada e divertida, a sua prima eu nunca cheguei a conhecer só a vi através de uma pintura... Espere um minuto Príncipe.”
Sir Peter se levantou e foi a sua bagagem e o príncipe com aquele olhar intrigado e curioso que ele carrega tão bem o observou retirar uma espécie de papel da mala de viagens e se virar para ele.
“Aqui meu velho amigo, veja essa é Lady Dressana e sua prima.” Ele levantou um retrato das duas Nobres e passou ao príncipe.
“Veja esse olho amen...’ e começou a discorrer. O príncipe porem não conseguia ouvir ou entender as palavras que lhe eram ditas. O tempo simplesmente passava mais devagar, o corpo dele tremia por inteiro, as temperaturas internas se alteravam tão rápido que ele acreditou que iria desmaiar a qualquer momento. A prima de Lady Dressana era a mulher mais linda que ele já tinha visto em sua vida, alias linda seria uma palavra muito pobre para descrevê-la. Um choque percorreu seu corpo. Os olhos de uma cor que variava entre o castanho, mel e o verde escuro, uma cor que você não conseguiria definir, a pele alva, linda imaculada, os cabelos compridos negros como o ébano lhe caiam sobre a face escondendo muito do rosto dela, o Sorriso. Meu Deus era o tipo de sorriso que acabaria com batalhas, homens morreriam por esse sorriso, era como o sol num dia frio, ou como a manha de natal.
Era perfeita dentro das suas imperfeições, porque ela não era com certeza a mais linda de todas as damas no mundo, mas naquele momento o Príncipe estava apaixonado, ele sabia que era ela. Só olhando naquela foto ele sabia disso. Ele lutaria, iria ao inferno e voltaria, mataria o próprio Diabo por aquela garota. Ele sentia que seria capaz de tocar os céus e voltar, e ir mais longe ainda, só para ver aquele sorriso ao vivo, só para acariciar aquele rosto com seu olhar.
Daria sua vida para amá-la, e a esperaria na eternidade até se encontrar com ela se fosse preciso.
“... sem falar no espírito para piadas e no modo como ela da risada, ela tem uma pequena cicatriz na face do lado direito do rosto que me parece tão charm...”
“Peter...” O príncipe disse se lembrando por um momento de respirar “Peter... é ela. É a mulher da minha vida Peter.”
Sir Peter sem entender direito disse:
“Pois trate de tirar os olhos Príncipe porque Lady Dressana é minha e só minha, fui claro?”
“Claro como a luz do sol e burro como uma porta, seu bastardo, eu me refiro a prima da Lady Dressana. É ela que eu quero... vamos, levantemos acampamento agora mesmo e vamos em direção a esse evento.”
“Que escolha mais peculiar meu nobre amigo. Ela é tão comum, exceto é claro pelas suas curvas que me são boas aos olhos.”
“Claro as curvas são muito atraentes, mas levanta os olhos para o sorriso sua mula e acho que você começará a compreender a beleza sem igual dela’”
“Em verdade te digo que não Príncipe, não vejo nada demais nela a não ser as curvas, e não, não vamos levantar acampamento a essa hora da noite, vamos pois descansar aqui, temos uma viagem longa ainda, amanhã chegaremos a cidade de Freedom e lá poderemos descansar um pouco e comer alguma comida de verdade. Agora durma e contenha esse seu entusiasmo todo. Limpe as vasilhas, eu vou checar os cavalos e dormiremos, entendido?”
“Senhor, sim senhor... Só queria te lembrar Sir Peter, que EU sou o Príncipe e chefe aqui.”
“E eu sou maior, mais forte, e tenho mais experiência em batalhas e em viagens. Sou mais velho também, então vá limpar as vasilhas.”
Levantaram pouco antes do Sol nascer, recolheram seus equipamentos, tomaram um café da manha rápido e partiram. Dos dois, um deles tinha uma determinação no olhar, um desejo e um brilho tão forte, que poderia cegar quem olhasse diretamente nos seus olhos, enquanto o outro tinha fome, muita fome e vontade de chegar em Freedom e comer a comida peculiar e única daquela cidade.
E é claro que o primeiro era o Príncipe, que não conseguia mais tirar a imagem da Princesa do seu olho e o segundo era Sir Peter, por serem só os dois viajando.