sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um sonho, uma esperança e um desejo do coração [6]

Aproximadamente na hora do almoço pararam novamente (sobre muitos protestos do príncipe que queria chegar o mais rápido á terra do evento). Sir Peter havia determinado que era hora de um bom descanso e mais comida, e como sempre, ele estava certo afinal os cavalos estavam realmente cansados.
Enquanto Sir Peter preparava o que eles chamaram de Burritos do Cavaleiro (uma camada de carne temperada com ervas especiais envolta de certa verdura da região), eles interceptaram um pombo correio. O príncipe no momento em que voltava ao acampamento (pois ele tinha ido buscar lenha e água) viu o rosto de Sir Peter mudar de intriga para exultante felicidade. Os olhos dele brilhavam... Pareciam que pegavam fogo na verdade, ele viu o príncipe se aproximar e fez um sinal de jóia para ele... De repente era como se o pôr do sol estivesse atrás de Sir Peter enquanto seus olhos pegavam fogo, e ele disse:
“Príncipe porque você demorou tanto? Onde estava seu babaca? Venha comamos logo, tenho uma ótima novidade... não deixemos a primavera da juventude escapar de nossas mãos enquanto você fica de preguiça para buscar o material essencial para o preparo da nossa refeição” – com um movimento rápido ele recolheu a vasilha de água e as lenhas da mão do príncipe, botou fogo na lenha e colocou a água para esquentar.
O príncipe de fato embasbacado com a reação inesperada do seu amigo, finalmente se deu conta do comentário e perguntou:
“Peter meu velho o que alterou o seu humor? Isso não vem da comida ou pela primavera da juventude que você tanto fala... isso me cheira muito mais a mulher... ou alguma guerra, muito provavelmente algo envolvendo as duas opções... Vamos ter batalhas? Diga, anda... quero lutar também.”
“Não meu amigo. Quer dizer, em partes não... sim é uma guerra e sim é uma mulher, a maldita guerra para manter a sua sanidade e o pouco juízo que eu incuti nessa sua cabeça através dos anos de amizade contra esse seu amor maluco pela Princesa do Reino Amaro. Mas já que você insiste o meu animo está alterado porque Lady Dressana nos encontrará na cidade de Freedom.’
“Finalmente poderei encontrar e conhecer aquela que domou seu coração meu amigo?”
“E de onde você tirou essa de que ela domou alguma coisa aqui? Mas sim você irá conhecê-la alteza, mas só ela por hora... a Princesa do Reino Amaro ainda tem pendências a resolver no reino dela.”
“Nem tudo é perfeito, mas tudo se arranja meu caro, tudo se arranja...”
“É verdade... e poderemos mandar uma imagem sua finalmente para a Princesa... considere como o começo de um cortejo, agora vem e vamos comer, assim levantamos acampamento e no final do dia estaremos adentrando os portões de Freedom.”

Sentaram e comeram, lavaram os equipamentos, selaram os cavalos e partiram... Novamente com esperança nos olhos... e Sir Peter agora com um sorriso besta no rosto.
A tarde transcorreu sem aventuras e mudanças e no final da tarde estavam adentrando a cidade de Freedom.
Em algumas horas, no amanhecer do dia seguinte se encontrariam com Lady Dressana, mas por hora se concentraram em encontrar uma estalagem e passar a noite. Foi exatamente o que fizeram.

Embora essa noite não fosse ser tão calma.

“E o que acontece papai?” perguntou a pequena princesa.
O Rei olhou para a pequenina e notou traços herdados da Rainha, a forma como ela enruga a testa quando está com dúvida, os traços dos olhos que se estreitam enquanto pensava, tentando antecipar a resposta, e adorou isso, ainda se surpreendia de verdade em notar o quão a princesa era parecida com os dois.
“Bom minha filha... agora o teu Rei vai ao banheiro porque não é de ferro. Já venho querida”
“Tudo bem meu Rei. Mas abaixa a tampa da privada depois ou a Rainha vai mandar te degolar.”
E o Rei rindo se foi ao banheiro...